quinta-feira, 22 de julho de 2010

Aquisição da Semana: Namor - As Profundezas


Alan Moore (Watchmen e Liga Extraordinária) declarou há algum tempo que 80% da produção de quadrinhos atual era influenciada por sua obra. É possível que ele esteja certo, mas vários autores tem inovado bebendo de outras fontes. E acho que é nessas águas que navegaram o roteirista Peter Milligan e o ilustrador Esad Ribic nesta minissérie recentemente publicada no formato de graphic novell no Brasil. Namor: As Profundezas conta a história do conflito entre um cientista e a supersticiosa tripulação de um submarino numa jornada para provar a inexistência de Atlântida. O interessante é que a história se passa numa era anterior ao surgimento dos super-heróis e o príncipe submarino que dá nome à publicação aparece de uma forma absolutamente obscura. Recomendo demais!

Namor: As Profundezas (Sub-Mariner: The Depth 1-5)
Formato americano, 132 páginas, capa dura, papel couchê, distribuição setorizada, R$ 22,90.



segunda-feira, 12 de julho de 2010

Sexo para menores em Quadrinhos

O programa Saúde e Prevenção nas Escolas do Ministério da Saúde lançou na última terça-feira, uma série de histórias em quadrinhos para tratar de temas relacionados à Aids e o preconceito contra as pessoas que convivem com o HIV.
As HQs do programa abordam questões como adolescência, gênero, diversidade sexual, direitos sexuais e reprodutivos e viver e conviver com HIV/aids.Desenhistas renomados como o brasileiro Eddy Barrows, Júlia Bax, Edh Muller e Yure Garfunkel, ilustram as HQs. Nomes pesados, hein?
Só posso louvar a iniciativa de tentar atingir esse público com HQ's, uma linguagem mais próxima - acho - deles. Não só isso: uma ótima oportunidade das HQ's entrarem na escola, local no qual são costumeiramente marginalizadas. Abaixo, alguns páginas da HQ.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Anne Frank em quadrinhos


O Museu Anne Frank, em Amsterdã, lançou nesta sexta-feira uma versão em quadrinhos do famoso Diário de Anne Frank, seguindo a tendência de quadrinização de obras literárias. O interessante é a justificativa do projeto, dada pela porta-voz Annemarie Bekker. Segundo ela, a ideia é atingir jovens que não leriam o Diário de Anne Frank de outra maneira. "Nem todo mundo lerá o diário. Um não exclui o outro", disse ela. A ideia é também usar a obra em escolas como um complemento ao ensino sobre o Holocausto.
O Diário de Anne Frank é um livro escrito por Anne Frank entre 12 de junho de 1942  a 1 de agosto de 1944 durante a Segunda Guerra Mundial. Escondida com sua família e outros judeus em Amsterdam durante a ocupação Nazista na Holanda, Anne Frank com 13 anos de idade conta em seu diário a vida deste grupo de pessoas.
Veja a notícia original clicando aqui.

Mirageman


Em tempo de filmes de superheróis, eis algo bem bacana sobre um herói urbano chileno. Mirageman (2007) lembra algo como um Kickass (que ainda não li nem vi), alguém que resolve vestir uma fantasia e partir para a pancadaria contra o crime. Muitas referências ao Homem-Aranha, pelo estilo meio looser do personagem, pegando ônibus, e pela mensagem de autruísmo que caracterizaram os dois primeiros filmes do aracnídeo.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Feliz Dia dos X-Men!

 
Parabéns a todos os mutantes! Hoje, 8 de julho, é o Dia dos X-Men! Para celebrar, a Marvel lança X-Men nº 1, reinciando a contagem pela primeira vez em 20 anos. A ideia é entrar na nova fase da Editora, a Era Heróica. Nesse novo arco, os heróis mutantes devem enfrentar a ameça de... vampiros!? Os mais antigos devem lembrar que os X-Men já encararam o Drácula duas vezes em suas histórias clássicas e que Wolverine também já enfrentou os sanguessugas em sua revista solo. Para aqueles que tiverem acesso a comic shops nos Estados Unidos e Canadá (a lista está no site da Marvel), há itens exclusivos, capas alternativas, mini-posters e outras surpresas. Os artistas das capas variantes são: John Romita Jr., Olivier Coipel, Paco Medina, Marko Djurdjevic e Adi Granov. Abaixo, algumas capas variantes.

Dungeons and Dragons em quadrinhos

Sou totalmente suspeito para falar, já que sou fã de quadrinhos e de RPG. Mas a IDW Publishing lançou o preview do número 0 dos quadrinhos de Dungeons and Dragons, cujo primeiro número deve ser lançado em novembro. A série é escrita por John Rogers, roteirista de Transformers,e pelo novelista Alex Irvine e desenhado por Andrea Di Vito, que trabalhou em Aniquilação e Nova, da Marvel. A ideia é que este seja o início de uma nova onda de quadrinhos, pois a editora já tem uma série de Dark Sun, um dos cenários de campanha do Dungeons and Dragons, prevista para janeiro. Seguem algumas imagens do preview. O restante pode ser conferido clicando aqui.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Painéis marcantes do Universo Marvel

Há algum tempo, o site Comic Book Resource apresentou os 70 melhores painéis (leia-se requadros) mais memoráveis da Marvel Comics. A cena na qual o Homem-Aranha segura sua namorada morta, Wolverine assumindo a posição de protagonista dos X-Men, Mercenário trespassando Elektra... São muitas. A ideia do site era selecionar as dez melhores, que você vê clicando aqui.
Abaixo, meus favoritos e a explicação!

Essa cena é de uma história na qual o Homem-Aranha se vê soterrado num esgoto, sem ter como escapar. Ela faz analogia sobre como todos os problemas da vida de Peter Parker (e de todos nós) pesam sobre nossos ombros e precisamos de força para nos libertar deles.
"Humano?! Vocês ousam chamar aquela... coisa - humano?!?" Esta cena, da graphic novell X-Men: Deus ama, o homem mata, inspirou o filme X-Men 2 e sintetiza o momento crucial da história - e talvez de toda a história dos X-Men - na qual William Stryker confronta diretamente os mutantes num debate público.
Quando os X-Men são aprisionados pelo Clube do Inferno, somente Wolverine consegue escapar. Foi a primeira vez que o personagem assumiu a posição de protagonista da história - e talvez nunca mais tenha saído. A violência do mutante foi precursora do comportamento agressivo dos heróis ao longo dos anos 90 e seu sucesso foi tão grande que ele está (oni)presente em quase todos os títulos de heróis mutantes, além de participações especiais em várias outras revistas.
Dr. Destino rouba os poderes do Surfista Prateado. Depois do filme Quarteto Fantástico 2, que se baseia, em parte, nessa história, posso me referir a esses personagens e todo mundo vai entender.
Há várias outras cenas marcantes, que estão e que não estão na lista, que gostaria de postar aqui, mas gostei bastante dessas pelo visual, pelo significado ou pela importância na construção da mitologia dos personagens.

A roupa nova de Diana


Peculiar. Não sei se muita gente lê Mulher Maravilha, da DC Comics, mas a mudança de uniforme da moça tem feito um rebuliço bem maior sobre o que a moça deveria vestir. Comentários negativos sobre a suposta descaracterização da personagem pipocam pela Internet dos mais diversos quadrinistas e fãs.
Vamos concordar que a roupa não é lá essas coisas. Um tomara que caia com detalhes metálicos e uma calcinha azul com estrelas brancas é pouco convencional. Criada por um psicólogo, a proposta da personagem é feminista, daí ela não possuir o enfoque sensual das heroínas dos anos 90. Por menos roupa que ela possa estar vestindo - uma bandeira americana daria para fazer uns três uniformes...
Para ilustrar, eis uma mostra das pequenas variações do uniforme da Mulher Maravilha, sendo que, perdoem-me se estiver enganado, ela passou algum tempo atuando como Diana Prince, uma espécie de agente secreta, utilizando um macacão branco. E lembro de vê-la numa capa de revista utilizando uma roupa parecida com esse novo uniforme, com jaqueta e tudo...
Mais abaixo, outras formas de mudar sem mudar, o que eu acho algo mais legal.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Aquisição da Semana: Scott Pilgrim

 A aquisição da semana foi Scott Pilgrim contra o mundo (2010), de Brian Lee O'Malley. Para os desinformados, Scott Pilgrim é um cara de 23 anos que mora com um colega gay, toca numa banda, gosta de videogame e morre de preguiça. Ele se apaixona pela garota nova na cidade, mas para namorá-la tem que derrotar os Sete Ex-Namorados do Mal dela. Entre eles, Lucas, o musculoso; Todd, que toca baixo e tem poderes psíquicos; Os Gêmeos, que, bem, são gêmeos, e por aí vai.

O primeiro volume, publicado por aqui pela Companhia de Quadrinhos, reúne os dois primeiros volumes (Scott Pilgrim's precious little life e Scott Pilgrim vs. The World).

Na boa, gostei da história. O traço de Brian O'Malley é bacana, embora eu confesse que tive dificuldade em diferenciar os personagens em alguns pontos. É muita gente e a narrativa às vezes abandona Scott para seguir sua irmã, ou melhor amiga, não sei ao certo. Há uns cortes estranhos de uma página para a outra, que fazem você voltar para ver se não pulou nada. Estilo narrativo, enfim. Mas achei envolvente, interessante e recomendo. O formato também é legal, pequeno como um mangá e fácil de levar para os lugares.

Comprem
Scott Pilgrim contra o mundo
368 Páginas - 12.70 x 19.00 cm

As 40 histórias em quadrinhos mais violentas

O site Complex Magazine lista as 40 histórias em quadrinhos mais violentas da história. A lista, claro, é mais representativa do que o resultado de um trabalho de pesquisa. Eu mesmo tenho em casa exemplos bem mais intensos que não são citados na lista, como o mangá X 1999 ou a história Thor: Vikings, publicada na Marvel MAX.

Para citar alguns exemplos, temos cenas clássicas como a morte de Wolverine na história X-Men: Dias de um futuro esquecido (1981), de Chris Claremont e John Byrne, e Batman carregando o corpo de Jason Todd, em Morte em Família (1989), de Jim Starlin e Jim Aparo. Estão também Powers (2000), de Brian Michael Bendis e Mike Avon Oeming e A Última Caçada de Kraven (1987), de J.M. DeMatteis e Mike Zeck

Em geral, os grande roteiristas da atualidade figuram na lista, como Garth Ennis (Preacher e Hitman), Frank Miller (Sin City e Batman - O Cavaleiro das Trevas), Mark Millar (O Procurado), Alan Moore (Do Inferno e Watchmen) e Ed Brubaker (O Imortal Punho-de-Ferro). Entre os mangás escolhidos, estão Blade, a lâmina do imortal (1997), de Hiroaki Samura e O Lobo Solitário (2000), de Kazuo Koike.

Clique aqui para ver a lista completa.